11.1.09

Solidão se presta como companhia
às vezes rara, ora mais costante.
A dependência aflige,
de qualquer fonte
e a liberdade total inalcansável.

A racionalização dos sentimentos ajuda?
Ah mas que pura tolice
como so fôssemos programados em folhas quadriculadas...
ai tempos de tricô e café posto em mesa rústica de madeira
a mulher se fodia e não tinha outra saída.

Tempos modernos com escolhas mil.
Meu horóscropo me disse para ter objetivos claros em mente
não posso me esquecer disso.
E quanto a consagração da responsabilidade subjetiva?
Essa é para refletir.

27.6.08


Recomendo!


Ao clicar nas capas, você acessa ao gibi por inteiro.

Muito bom!


,)

6.6.08


Doce vento que abranda
que arrepia
que excita
que traz lembranças
e acaricia



Como numa velha tarde amena de folhas secas no chão
como numa foto em sépia com uma bela jovem ensaiando seu sorriso de mulher
como nos filmes dos anos 30 e a ingenuidade da propaganda e dos beijos de novela daquele tempo
como a dança dos lençóis alvos na varanda da simples casa de belo jardim
de almoço quente com o bolo da tarde no forno
os ovos da galinha de fora e frutas e verduras de alcance
como as ondas solitárias que dizem tanto quanto mudo
a despedida do dia, a mudança do tempo,
o vento, como tudo na natureza, sopra murmúrios e gritos de vida


L.









Livre de roupas
e o mais importante:
livre do sutiã
livre, nua ou solta,
sem roupas

sem panos em excesso, formalidade e dores locais
sem ganhos de tecidos e perda de ritmo
sem marcas na pele e tensões demais
sem obstrução de poros e perda de foco
sem linha, costura e nada que defina
o que será do meu dia.

L.

24.12.07


O cheiro da madrugada entorpece
e nos remete ao orvalho sensual

7.12.07

Vídeo Clipe Trio 3 Tempos

Trio Pouca Chinfra e a Cozinha



http://www.myspace.com/triopoucachinfra

Trio 3 Tempos



http://www.myspace.com/trio3tempos

5.10.07



Lá na casa do campo
Lá na casa no canto
Canto este onde me recomponho
compondo os cantos estranhos

L.

Foto de Banco de Imagem

1.9.07


De olhos fechados vejo os meus dedos
-penso sobre eles-
penso na possibilidade deles em minha garganta

Adoro o pensamento de poder enfiá-los dentro dela
E me imagino juntando as mãos e posicionando-as frente a mim

vejo minhas unhas sendo aa primeira parte a me tocar
perfeita, como uma flecha
fazendo meus dedos entrar

e um buraco se faz como um de uma vagina

vejo ele vermelho por dentro
sinto a aspereza do músculo
a textura da carne
vejo, mesmo de olhos fechados, a cor intensa do vermelho sangue

e minha mão mais adentro

abro-a para aumentar o rasgão em mim
gosto da sensação de perder o ar por excesso de sangue
gosto da idéia de ter muito sangue na garganta
ocupando o lugar das palavras

abrindo mais posso me desmontar
me destruir
me anular

com minhas mãos dentro de mim posso deixar de existir
não precisando coexistir
anulando problemáticas reacionárias
anulando a mim

me rasgando para me descobrir

L.

14.8.07


Na calada da noite
fria e gélida
na solidão do espaço que a cerca
parecem existir milhões de almas ao seu redor.

A observam, riem e susurram
menosprezam-na e zombam
o medo dela não aparece
cria-se uma cortina, vira um teatro
ela se sente acompanhada
ela não mais se sente só.

L.

8.8.07



O abraço em volta do corpo
Era uma forma de grito desesperador
Silencioso e interno
Submisso a todo o resto

Na sua mais profunda melancolia,
chora
Desabafa em água a inquietude perturbadora
Que não sai em forma de palavras conexas

Sente-se como uma presa cultivada e
Bem alimentada de ilusões
Para esquecer do anúncio do fim
O prelúdio do fim

L.

Imagem de David Graux

1.8.07

EXPO


Amanhã no Recife Antigo
22h no Esquina da Música
na Esquina da Tomazina
.
.
.

5.7.07


Distante era o caminho do prazer e da dor.
Repetidas vezes isso a cometia.
A vontade de ter prazer era densa
a fuga da dor, inválida

O Mestre dos seus desejos a havia deixado lambusada
não de gozo, como de costume
mas de vontade, aquela imensa água de vontade que ela expelia

A busca por um cigarro, uma música, uma amiga
nada a relaxava,
então tentou fechar os olhos e entrar no seu mar,
o toque era triste,
carregado do peso da partida.

Partir também não era a saída.
"Quando se deseja demais nada se tem"
uma vez disseram a ela,
como quem queria dar uma lição.

Se sentia requerida por muita vezes
de vários lados
mas sentia que queria sempre mais
do que os outros lhe queria
sentia que abusava da boa vontade alheia
às vezes.

Imersa na solidão, vai cantarolar com alguma alma solitária por hora.

L.

imagem de : www.fotolog.net/tm_1

1.6.07

Quando ela foi para os seus braços tinha pressa



A velocidade do prazer antes já compartilhado

Se viam e ao se olhar sabiam
o que o outro queria.

Queriam se amar com fervor.

Dedos na carne escorregadia,
bocas entre-abertas, pescossos elevados,
magnetismo pulsando.
Poucas frases tolas sobre outro lugar.

Ele a olhava como a caça olha a sua presa
e sentido-se assim pela primeira vez,
ela se deixou encurralar.

Ia ao seu encontro para repetir.
Tudo de novo. Sem pretensões de ir além.
Para sentir o mesmo cheiro e o mesmo gozo.

Saia com diferentes impressões,
principalmente contente pelo destino
e por andar nas ruas recém saída de mãos sujas.

Pensava como a vida se resume na concretização de prazeres.

E muitas vezes se sentia realizada,
por ter feito o mais fácil dos papéis de mulher:
achar um par faminto e ir para qualquer canto escuro.

Ele a beijava com gosto de pó,
era como se o gosto fizesse parte dele,
e naqueles momentos, parte dela também.

Se exibia nu,
cheirava para me-ter mais,
infinitas tranzas iguais,
geralmente ela que ia atrás.

Como um bicho que desiste da vida.


L.